26 de dezembro de 2015

0 Como Se Proteger Dos Raios.


Os raios que caem no Brasil causam em média mais de 100 mortes todos os anos. A maior incidência de raios em nosso país ocorre por termos aqui, a maior zona de clima tropical do planeta, área central com o clima mais quente favorecendo a formação de tempestades e consequentemente de raios.

Com a chegada do verão, as tempestades se intensificam por causa do calor e do nosso clima. Pelo aumento da temperatura e da poluição, as áreas urbanas têm registrado um aumento na queda de raios, o fenômeno é conhecido como ilha de calor.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a região entre Coari e Manaus é a que mais tem raios em nosso país, mas o Estado de São Paulo é onde há o maior registro de mortes por queda de raios. De 2002 até 2014 foram registradas 1792 mortes causadas por quedas de raios.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Saiba como se proteger de raios:

Campo Aberto:
Em uma tempestade, evite ficar em campos abertos como campo de futebol, praias, plantações ou pastos. Procure um abrigo, uma casa ou construção. Se não tiver tempo de chegar a um local seguro, a melhor opção é deitar no chão, evitando assim, que você seja o ponto mais alto no descoberto.

Saia da água:
A água é condutora de energia elétrica, especialmente a água salgada. Quando você avistar uma tempestade, saia da piscina, do mar ou do rio.

Se proteja em um veículo:
Entre em um carro, a borracha dos pneus pode ajudar a isolar e proteger do raio, mas é importante que não toque em nenhuma parte metálica do veículo.

Eletrônicos:
Não ligue ou opere nenhum equipamento eletrônico. Equipamentos ligados à tomada podem ocasionar choque elétrico, caso o raio caia na rede de distribuição ou até mesmo uma faísca atinja sua residência.

Não fique debaixo de árvores:
Quando um raio é descarregado para a terra, ele procura o ponto mais próximo entre a nuvem e o chão. As árvores se tornam um dos pontos mais propícios para a conexão entre estes dois pontos.

A Energia dos Raios:

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0 Corrente Elétrica.


Corrente Elétrica é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica, é o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe uma diferença de potencial elétrico entre as extremidades do condutor. Essa diferença de potencial é denominada de tensão. A dificuldade ou facilidade da corrente elétrica em percorrer um condutor é chamada de resistência.

É denominado corrente elétrica, todo o movimento ordenado de partículas eletrizadas. Essas partículas são os íons ou elétrons, livres no interior dos corpos, que são necessários para que ocorra o movimento. Corpos que possuem partículas eletrizadas livres em quantidades razoáveis são denominados de condutores, característica que permite estabelecer corrente elétrica em seu interior.


Corrente, tensão e resistência estão relacionadas entre si e conhecendo duas delas, pode-se calcular a terceira através da lei de Ohm. Para que circule uma corrente de 1A em uma resistência de 1 Ohm, é preciso aplicar uma tensão em suas extremidades de 1V (V = R.I).

A corrente se classifica em Contínua ou Alternada:
Contínua: Quando não altera seu sentido, ou seja, é sempre positiva ou negativa. Está presente na maior parte dos circuítos eletrônicos.

Alternada: Quando a corrente se altera periodicamente, ora é positiva, ora negativa, os elétrons fazem o movimento de vai-e-vem. É o tipo de corrente encontrada nas residências.

Tipos de Condutores:
Condutores sólidos: a corrente elétrica é constituída somente pelo movimento dos elétrons.
Condutores líquidos: a corrente elétrica é constituída pelo movimento de cargas positivas e negativas.
Condutores gasosos: a corrente elétrica é constituída pelo movimento de cátions e ânions.

Sentido da Corrente:
O sentido convencional da corrente coincide com o sentido de movimentação das cargas elétricas positivas, que são contrários ao movimento dos elétrons.



Intensidade da Corrente Elétrica:
A intensidade da corrente é dada pela quantidade de carga elétrica por unidade de tempo.



Efeitos da Corrente Elétrica:
Efeito Joule: Quando a corrente elétrica passa por um condutor e provoca aquecimento, a energia elétrica é transformada em energia térmica. Este fenômeno ocorre por causa do encontro dos elétrons da corrente elétrica com as partículas do condutor. Nas colisões entre os átomos do condutor com os elétrons, parte da energia de movimento (energia cinética) do elétron e transferida para o átomo, que aumenta sua agitação e consequentemente a sua temperatura.

Efeito Magnético: Toda corrente gera ao seu redor um campo magnético. A associação entre eletricidade e magnetismo deu origem ao conceito de eletromagnetismo.

Efeito Fisiológico: Quando há passagem de corrente elétrica pelo organismo dos seres vivos, atuando no sistema nervoso e fazendo com que o corpo tenha contrações musculares, caracterizado como choque elétrico. Correntes de 10 mA a 15 mA podem provocar câimbra muscular, até 50 mA podem paralisar a musculatura do aparelho respiratório, já as correntes acima de 50 mA, se incidirem em uma pessoa em um tempo maior que 0,2 s provoca a morte.

Efeito Químico: Quando uma corrente elétrica é utilizada para provocar transformações químicas em soluções eletrolíticas. É utilizada em processos industrializados.

Efeito Luminoso: Quando os gases ionizantes atravessados por uma corrente elétrica emitem luz, como é o caso das lâmpadas fluorescentes, incandescentes e em lâmpadas de vapor de mercúrio e de sódio.



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0 A Energia Dos Raios.


Os raios são perigosos? Podem matar? Por que não acumulam e aproveitam a energia dos raios? Para responder estas e algumas outras perguntas precisamos entender um pouco sobre este fenômeno atmosférico que ocorre nos céus.

Raio é uma descarga elétrica de grande intensidade, que acontece na atmosfera, entre regiões eletricamente carregadas e pode acontecer tanto no interior de uma nuvem, como entre nuvens ou mesmo entre nuvem e terra.

Os raios podem ser negativos ou positivos:
Raios negativos são raios carregados com cargas negativas da nuvem para o solo. Os positivos possuem cargas positiva.

Muitos confundem raios com relâmpagos, mas os raios são as descargas que se conectam ao solo, enquanto os relâmpagos são as descargas elétricas geradas por nuvens de tempestades. Segundo o pesquisador Kleber Naccarato do grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os raios se formam dentro das nuvens e apenas quando elas contêm gelo, estas nuvens são chamadas de nuvens de tempestade ou cumulo nimbos.

As colisões entre elas gera energia elétrica, que vai se acumulando dentro das nuvens e em um dado momento elas precisam descarregar, neste momento ocorrem os relâmpagos. Eles podem ficar dentro das nuvens ou vir para o chão. Os que são descarregados para o chão levam o nome de raio. Os que ficam dentro das nuvens são chamados de relâmpagos ou descargas.

O Trovão:
Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso ter medo do trovão, quando este acontece, o pior já passou. O trovão é apenas o som do que acorre nas nuvens. Quando o relâmpago acontece, o ar aquece e se expande rapidamente provocando um estouro. Quando se ouve o barulho, tanto o relâmpago como o raio já acorreram.

Acumular Energia do Raio.
Apesar do poder de devastação de um raio, a energia gerada por ele não pode ser armazenada. Steve LeRoy, um cientista da Universidade de Harvard inventou em 2007 um sistema para captar e armazenar a energia de um raio, mas seu aparelho conseguiu energia suficiente apenas para manter uma lâmpada de 60 watts durante 20 minutos.

Apesar da potência do raio ser grande, a pequena duração faz com que a energia seja pequena, em torno de 300 kWh, que se assemelha a um consumo mensal de energia de uma residência.

O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo. São 50 milhões de raios por ano. Por ser um país tropical, as chances de incidências de raios e tempestades é maior. Por ter maior incidência de raios, são registradas em média, mais de 100 mortes por ano no Brasil.

Para saber mais sobre raios, acesse o site do INPE, na guia perguntas e respostas.

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29 de setembro de 2015

0 Os Temporais E As Árvores.


Início da primavera, estação para admirar o florescimento de várias espécies de plantas, flores coloridas e perfumadas, um colorido especial na paisagem, época do ano em que a temperatura mais amena do inverno dá lugar a uma temperatura, que aos poucos vai aumentando até chegar o verão.

Tudo estaria dentro da normalidade descrita acima, não fosse as temperaturas estarem elevadas em todo o período do ano em nosso país. O clima seco e desértico durante o inverno tenta dar lugar a um clima mais úmido, mas devido a vários fatores, um deles o desmatamento, as tempestades têm se tornado frequente. O fenômeno que tenta ocorrer normalmente é a aproximação da estação das chuvas, mas o que vem ocorrendo, principalmente na região Sudeste, são as tempestades de ventos.

Nas últimas semanas, a frequência de temporais tem aumentado. Antigamente a incidência era de uma tempestade por mês, nesta época do ano, mas ultimamente, não é difícil ocorrerem duas ou três temporais por semana. Normalmente não chove em algumas regiões, somente há ocorrências de ventos acima dos 80 quilômetros por hora.


Com os ventos fortes, a maior incidência de problemas na rede elétrica são as quedas de galhos e árvores. Com a queda desses galhos ou até mesmo árvores inteiras, há o rompimento dos cabos elétricos e a consequente abertura dos elos fusíveis de transformadores e chaves fusíveis de redes primárias, deixando ruas, bairros e até mesmo uma grande parte da cidade sem energia elétrica.

As árvores não são de responsabilidade das distribuidoras de energia, mas elas realizam podas preventivas, a fim de diminuir e até evitar a falta de energia provocada por quedas de árvores nas épocas de chuvas e temporais. Mesmo assim, não há como evitar problemas causados por árvores, pois, os principais responsáveis pelas árvores, não atuam de forma preventiva.


Moradores, muitas vezes esperam que a árvore chegue à altura da rede elétrica para comunicar o problema para a distribuidora de energia ou para a prefeitura, quando deveriam realizar a poda preventiva, antes da árvore se tornar tão grande.

Outro problema enfrentado nas cidades é que, cada prefeitura tem sua política sobre poda de árvore. Algumas prefeituras não permitem que o proprietário da residência nem ao menos pode sua árvore. Do outro lado, a própria prefeitura sequer realiza uma poda de árvore no ano, deixando toda uma cidade abandonada.


Quando chegam os temporais, os ventos não encontrando resistência nenhuma em volta da cidade, por conta de só haver pasto ou plantação de cana e acabam por encontrar todo tipo de árvore na área urbana, as árvores novas e as velhas e muitas vezes podres. Os resultados são os já vistos em cada novo temporal, árvores sobre a fiação de energia, caídas sobre carros e residências e a falta de energia por vários locais da cidade.

Dependendo da intensidade e da área afetada são necessárias muitas horas e até alguns dias para restabelecer a energia de uma cidade ou região, dado que os ventos acabam por passar por toda uma região ou até mesmo no Estado inteiro. E todos perdem, consumidores e distribuidora de energia, hospitais e grandes empresas. A conscientização e o cuidado com a árvore plantada em frente a sua residência, pode fazer uma grande diferença quando os ventos fortes chegarem.


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AS 23:22

1 de agosto de 2015

0 Pipas, Brincadeira Ou Perigo Mortal?


O que deveria ser apenas um brinquedo inocente e divertido é transformado por muitos em uma pequena arma, que pode lesionar ou matar pessoas. Conhecida no Brasil como Papagaio, a nossa Pipa, brinquedo construído com varetas de bambu e papel de ceda, linha 10 e plásticos para fazer a rabiola, se tornou nos dias de hoje, em um transtorno para a sociedade.

Em algumas cidades é proibido soltar pipa e existem até leis que determinam como utilizar o brinquedo de forma a não prejudicar outras pessoas. Muitos "soltadores" de pipa utilizam linhas diferentes da que deveria ser utilizada. Alguns utilizam pó de vidros nas linhas, para "cortar" as outras pipas que se encontram no céu, uma forma de disputa, que se transforma muitas vezes em uma verdadeira guerra.

São utilizadas linhas como a indiana e chilena, material que corta com facilidade e pode causar acidente em motociclistas, ciclistas e até pedestre. Uma linha estendida cruzando uma rua, pode facilmente atingir, principalmente o pescoço de um condutor de moto causando um ferimento grave e provocando até a morte do motociclista. Existem muitos relatos de acidentes envolvendo linhas cortantes e motociclistas.

Algumas cidades proíbem e possuem leis para coibir o uso deste tipo de linha. Há também cidades que quiseram implementar o uso de pequenas antenas instaladas no guidão da moto, que serviriam para impedir que a linha chegasse até o condutor, mas além de não ser um equipamento que possui especificações do Immetro, não há estudos que comprovem que estas "antenas" são mesmo eficazes, além de não existir legislação de trânsito exigindo o uso. Há registros de acidente, em que o condutor da moto teve o pescoço cortado, mesmo utilizando a antena.


Uma breve lembrança sobre utilizar equipamentos e materiais estranhos ao "corpo" da motocicleta está no próprio manual da moto, que possui orientação para não modificar a estrutura da moto, nem instalar algum material que não seja do designer original do veículo. A recomendação trata também dos motivos de segurança, que estes equipamentos "estranhos" a estrutura construída, podem causar ou agravar a lesão no caso de um acidente.

Uma opção de proteção não muito divulgada é uma pescoceira especial, que possui fios de aço em seu interior.


Os riscos de acidentes não se limitam aos condutores de veículos de duas rodas, outro problema muito sério, que não tem tanto destaque na mídia, mas que é comum acontecer dentro e até fora das cidades são os riscos envolvendo as redes elétricas. As linhas feitas com materiais cortantes, podem até cortar os cabos de alta tensão e causarem vários acidentes de origem elétrica.

Um caso ocorrido há alguns anos, que ganhou destaque nos noticiários nacionais aconteceu na cidade de Penápolis, interior de São Paulo. Garotos que soltavam pipas com linha cortante na cidade provocaram o rompimento de um cabo de alta tensão de uma rede elétrica, a rede seguia para dentro de uma propriedade rural, um senhor que passava pelo pasto acabou se esbarrando no cabo energizado, que estava no solo e sofreu choque elétrico, vindo a falecer no local.

Outros casos são registrados pelas distribuidoras de energia elétrica, onde cabos dentro da cidade foram cortados e vieram a cair ao solo provocando danos materiais e acidentes com pedestres. Trabalhadores das distribuidoras registram com certa frequência, fios que sofreram cortes por linhas e que estão nas redes oferecendo risco, por isto precisam ser reparados no momento da descoberta.

Há casos registrados em linhas de transmissão, acima de 180 kVA, onde a pessoa sofreu descarga elétrica quando a linha da pipa tocou o cabo. Pode ocorrer a condução da energia, pelo simples toque da linha da pina na rede energizada.

Empinar pipas próximo à rede elétrica também pode causar desligamentos do sistema elétrico, quando a linha enrosca na fiação e quem está soltando a pipa tenta resgatá-la puxando a linha. Os cabos elétricos se encostam e causam o curto-circuito. O desligamento da rede elétrica pode atingir hospitais colocando vidas em risco, casas de pessoas que dependem do uso de aparelhos médicos, comércios e residências.

Não são apenas crianças que soltam pipas, adultos também utilizam, às vezes de forma irregular, desta brincadeira, sem se importarem com a vida das outras pessoas e até mesmo a própria vida. Alguns preferem locais próximos a rodovias e no momento em que conseguem "cortar" a pipa adversária, eles atravessam a rodovia sem olhar o trânsito de veículos, causando acidentes graves.

Nossas autoridades buscam ainda uma forma de coibir, principalmente o uso das linhas com material cortante, mas ainda estão longe de uma solução. Punir o cidadão de bem, o obrigando a usar a "antena de pipa", chamada de antena corta-fio é a forma que muitos encontram para dizer que é a melhor solução, mas esquecem de todas as normas e especificações que contrariam o uso deste equipamento.

A solução seria uma conscientização geral da população, mas também estamos longe disto, já que o nosso povo brasileiro não possui a cultura da consciência. Empinar pipa deve ser uma brincadeira sadia e segura como todas as outras e, tomando todos os cuidados necessários é uma atividade muito divertida para todas as idades.


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AS 15:15

4 de julho de 2015

0 Janelas De Prédios Poderão Gerar Energia Com Tela Transparente.


A Clear View Technology, tecnologia de tela transparente criada pela startup Ubiquitous Energy pode gerar energia através da luz solar. Instalada em janelas de prédios e arranha-céus, a tela transparente absorve luz ultravioleta e infravermelha e converte em energia.

A tela pode ser colocada em qualquer superfície, que incida a luz do sol. Não precisa do espaço que utiliza, por exemplo, a tecnologia das placas de captação de energia solar usadas até agora. A tela pode ser colocada nas janelas de prédios.

A ClearView, nome dado ao material da tela, é a primeira tecnologia transparente que conseguiu transformar a luz solar em energia, sem causar impactos à visão. De acordo com seus criadores, o material não possui substâncias tóxicas, é eficiente, fino e possui menos de 0,001 milímetros de espessura. A tela transforma energia elétrica absorvendo a luz ultravioleta e infravermelha.

A tecnologia pode também ser utilizada em tablets e celulares, que poderiam funcionar sem nunca terem suas baterias recarregadas. A startup está desenvolvendo a tela juntamente com parceiros comerciais, que estão ajudando nos primeiros protótipos da tela, para uso em dispositivos móveis.

E um dos pontos mais fortes é o avanço para a redução da poluição. Através de uma energia limpa, renovável e natural, os impactos no meio ambiente são sempre bem vindos.

Fonte: Exame.com

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AS 09:27

28 de junho de 2015

0 Inadimplência Aumenta Com Aumento Da Energia.


Com os reajustes extraordinários, que chegaram a 60% ocorridos nos últimos 12 meses, tem aumentado o número de pessoas inadimplente. O número crescente de pessoas que não estão conseguindo pagar suas contas de energia tem preocupado as empresas distribuidoras de energia elétrica, por conta de aumentos de furtos e calote.

A crise financeira por qual passa o brasileiro se agrava quando recebe sua conta de luz. Aumentos autorizados pelo Governo e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) estão fazendo com que o consumidor pague muito mais, pelo mesmo consumo. Basta dar uma olhada na conta de dezembro do ano passado e na conta atual, para perceber que o valor consumido é o mesmo, mas o valor pago por quilowatt hora aumentou. Além do aumento no percentual do quilowatt, foi implementado em janeiro deste ano a cobrança diferenciada das bandeiras, vermelha, amarela e verde, que tinham um custo menor, mas que o Governo resolveu aumentar de valor (Entenda as tarifações por bandeiras).

As empresas temem agora com o aumento do "gato", furto de energia com ligações clandestinas ou desvios feitos no equipamento de medição, o famoso "relógio" de energia. Além dos furtos, as empresas também estão preocupadas com o aumento de pessoas que estão deixando de pagar suas contas de energia, por dois motivos:

O primeiro é que não entra dinheiro no caixa da empresa. O segundo motivo é porque as empresas pagam os impostos devidos ao governo, por cada conta faturada, mesmo não recebendo nada dos clientes. O que é do Governo é pago, independente se a empresa recebe ou não dos consumidores.

E as notícias futuras não agradam em nada, principalmente aos consumidores. Vêm aí mais aumentos. Alguns especialistas falam em 40%. E, mesmo que alguns reservatórios de água de usinas hidrelétricas tenham se recuperado, a cobrança da bandeira vermelha continua firme e forte.

A população que vem fazendo um esforço muito grande para passar pela crise tirando até dinheiro da poupança vai precisar apertar ainda mais o cinto.

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AS 15:58

31 de maio de 2015

0 Consumidores Já Pagaram 2,4 Bilhões Em Bandeira Vermelha.


O consumidor final de energia elétrica já pagou uma verdadeira fortuna em taxa de bandeira vermelha no primeiro trimestre de 2015. A taxa criada pelo governo, com a desculpa de que seria uma forma de conscientizar os consumidores, tem aumentado substancialmente o valor das contas de energia.

As taxas começaram a valer no início deste ano e os valores seriam de custo zero para bandeira verde, R$ 1,50 para a bandeira amarela e de R$ 3 para a bandeira vermelha, mas o governo achou que estes valores não fechavam a conta e aumentaram arbitrariamente os valores da bandeira amarela para R$ 2,50 e a vermelha para R$ 5,50.

Para um breve entendimento, a bandeira verde é utilizada quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está normal, não necessitando utilizar energias mais caras como a térmica, a bandeira amarela significa que o nível dos reservatórios merecem um alerta e a bandeira vermelha é utilizada quando o nível de água das hidrelétricas está baixo e há dificuldades na geração de energia.

Além dos aumentos nas contas de energia elétrica, referente aos valores de quilowatts, os consumidores começaram a ter o acréscimo das tarifas, em especial, a bandeira vermelha, que começou a ser cobrada no valor de R$ 3,00 e que em março passou a ser de R$ 5,50, causando pânico em muitos consumidores. A taxa é cobrada para quem gasta acima de 100 quilowatts/hora.

Somente com a cobrança da bandeira vermelha, os consumidores brasileiros desembolsaram no primeiro trimestre deste ano, uma fortuna de R$ 2,4 bilhões (Fonte: Estadão). A conta vai aumentar, já que o valor da bandeira vermelha foi reajustada no mês de março para o valor atual de R$ 5,50.

Muitos consumidores ainda não entendem a taxa adicional e se revoltam com as distribuidoras pelo valor cobrado a mais, pela mesma quantidade de energia consumida. Muitos acham que a taxa só serve para gerar mais corrupção, que não será utilizada para nenhum bem no país e sim, que será desviado, como em todos os outros tributos pagos no Brasil.

A bandeira vermelha é sim uma forma de racionamento e, juntamente com os aumentos no valor da energia, faz com que os consumidores diminuam o consumo em suas residências. O problema é que muitos se conscientizaram e baixaram seus gastos no último racionamento em 2001 e agora não há tanto mais o que tirar da tomada, assim acaba pagando um valor muito mais alto, pela mesma energia consumida.

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AS 19:35

0 Geradoras Querem Passar Mais Custos Aos Consumidores.


A APINE (Associação Brasileira de Produtores Independentes de Energia Elétrica) e a ABRAGE (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica) pleiteiam junto a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que mais custos sejam repassados aos consumidores.

Os representantes das duas associações entraram com pedido, para que os custos pela frustração de energia não entregue pelas geradoras passassem a serem pagos pelos consumidores, os valores seriam embutidos nas contas de energia elétrica. Este custo acontece toda vez que as geradoras não conseguem entregar a energia contratada pelas distribuidoras, assim, as empresas geradoras precisam comprar energia à vista para suprir o que não conseguiu produzir.

A ANEEL rejeitou o pedido dos representantes das associações. Segundo técnicos da agência de energia, o valor destes custos é bem menor do que os R$ 18,5 bilhões por elas declarado em 2014. A agência apurou que na verdade, o valor correto fica em torno de R$ 13 bilhões e que deste total, R$ 12 bilhões já foram parar nas contas dos consumidores, restando apenas R$ 800 milhões a serem saldados pelas hidrelétricas.

No relatório técnico da ANEEL, ainda mostra que algumas empresas geradoras obtiveram lucros na ordem de R$ 4,8 bilhões em 2014, por isto o problema não deve ser generalizado.

Por causa dessas constatações, a ANEEL, em audiência pública vai abrir a discussão para dar mais uma chance para as empresas poderem colocar seus argumentos em discussão e as empresas que correm o risco de "quebrar" podem ter alguma solução.

Fonte: Exame.

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AS 18:45

27 de dezembro de 2014

0 2015 Começa Com Conta De Luz 8,3% Mais Cara.


O brasileiro pode preparar o bolso para o começo de 2015, pois além de todos os impostos e taxas cobradas no começo de ano, a energia elétrica ficará 8,3% mais cara no país. Isto porque o sistema de bandeiras tarifárias começa a ser implantado em janeiro. A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) definiu que em janeiro a energia estará regulada pela bandeira vermelha, que faz com que todos os consumidores interligados nos sistemas de distribuidoras de energia elétrica paguem um valor a mais pela energia consumida. Apenas consumidores dos estados do Amazonas, Amapá e Roraima não sofrerão o aumento pelo sistema não estar interligado. A ANEEL determinou que o acréscimo será de R$ 3,00 na conta a cada 100 kW/h consumidos.

A bandeira vermelha será utilizada toda a vez em que a demanda de energia consumida for maior do que a que está disponível nas hidrelétricas, então é necessário utilizar fontes geradoras mais caras como a termoelétrica, neste caso o valor atual de cada 100 KW/h será de 3 reais para o consumidor. A bandeira amarela sinaliza um estado de atenção, com o aumento dos custos de geração, assim os consumidores pagarão 1,50 reais a mais a cada 100 KW/h. Já a bandeira verde significa baixos custos na geração de energia e não será cobrado acréscimo. Com isto poderá ocorrer aumentos mensais na conta de energia.

Com certeza os consumidores já passaram por algo parecido no racionamento de 2001. O sistema de bandeiras é apenas um modo diferente de chamar o "racionamento", pois com a mudança de sinalização de bandeira amarela e vermelha, o consumidor será forçado a diminuir seu consumo pagando mais, que está sendo chamado pelos especialistas de "adequação de consumo" pelo qual o consumidor será obrigado a passar.


Segundo o diretor-geral da ANEEL, Romeu Rufino, as bandeiras serão um instrumento para que os consumidores gerenciem melhor o gasto com a energia. “O que motivou a ANEEL a fazer essa inovação foi a ideia de que devemos dar para o consumidor o sinal de preço para ele poder reagir no momento em que a energia está mais cara”, afirmou.

As chuvas começaram a cair em dezembro, mas se não chover mais e a seca persistir, o risco de apagão também não está descartado. Como ocorreu no começo de 2014 em alguns estados do Brasil, pode acontecer novamente em 2015, mas as reais causas serão escondidas da população pelo Governo, como foi feito no começo do ano.

Não é só a seca que levou a esta crise de abastecimento de energia. A falta de investimento no setor agravou esta crise. Novas tecnologias não são utilizadas com todo seu potencial e claro que ganhar dinheiro vendendo energia das termoelétricas é um dos fatores que emperram o progresso no setor elétrico. Algumas usinas eólicas que estão prontas ainda aguardam para serem integradas ao sistema elétrico do país. Por estas e outras o povo continua pagando mais cara pelo pouco que usa.

Como diria Ludwig Mies van der Rohe - "less is more" o que quer dizer "menos é mais". Nesta caso, menos energia por um valor a mais.

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AS 19:53

19 de novembro de 2014

0 Quem Vai Cuidar Da Nossa Luz?

As prefeituras brasileiras que não assumiram a manutenção da iluminação pública terão até o dia 31 de dezembro de 2014 para assumir o serviço, a partir desta data, as concessionárias de energia elétrica não serão mais responsáveis pela manutenção deste serviço. A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) buscou atender a Constituição Federal, onde no Artigo 218 (9/7/2010) diz que a distribuidora deve transferir o sistema de iluminação pública registrado como Ativo à pessoa jurídica de direito público competente. A resolução 410/10 que trata dos direitos e deveres dos consumidores de energia elétrica transferiu para os municípios a responsabilidade pelas redes de iluminação pública, como postes, lâmpadas e reatores.

A transferência dos serviços já foi adiada por duas vezes e o prazo para o final deste ano não será mais adiado. Pelo menos é o que está definido até agora. Algumas prefeituras se anteciparam e já estão fazendo o serviço, mas muitas ainda nem se moveram para abrir licitação para escolher a empresa que prestarão o serviço. Municípios pequenos correm o risco de ter seu orçamento ainda mais comprometido por conta da pouca arrecadação e aumento de mais um serviço. Há a ideia de criação de consórcios entre cidades para resolver o problema.

As discussões sobre o assunto são divergentes. Enquanto uns especialistas do setor acham que a medida será a melhor opção para o município, outros atentam para fatores que vão além da simples ideia de mudança de executor do serviço.

Olhando pala ótica de que as prefeituras mal se desempenham para resolverem os problemas das cidades, como asfalto, postos de saúde, escolas, saneamento e os serviços de limpeza, não há esperanças de que a iluminação pública seja o mais belo serviço prestado por este órgãos públicos.

Enquanto os serviços de iluminação pública estão a cargo das concessionárias, há onde fazer o pedido
de manutenção e há onde reclamar se não for atendido. Há um protocolo, onde o consumidor pode usar para registrar uma reclamação nos órgãos de fiscalização e outros meios, mas quando passar para as prefeituras, os velhos problemas vão também ser englobados em mais este serviço. Problemas como não ter onde ligar para solicitar o serviço de reparo, não ter algum setor fiscalizador que se faça cumprir o serviço nos casos de descumprimento e por fim, corremos o risco de não ter ninguém para executar os serviços.

Nosso país não é um exemplo de excelência de serviços públicos e o sentimento que fica é que será mais um dos problemas em que o cidadão vai ter que conviver no seu dia a dia. Outro problema é a criação de mais uma taxa, que pode não ser utilizada para o fim a que foi criada, como muitas que existem em um município. O valor desta taxa, o critério e tudo mais que envolve valores. Não podemos nos esquecer dos desvios de dinheiro público, que podem corroer os valores pagos pelo cidadão com mais uma taxa municipal.

Enfim, o que podemos fazer é esperar para ver como ficará a iluminação no próximo ano e torcer para que de alguma forma, os gestores de nossas cidades possam colocar a mão na consciência e assim sejam iluminados, para que possamos ter alguma luz no poste em frente de casa.

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AS 23:18

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